melhores do ano
Destaques dos palcos em 2009
Espetáculos com “globais” ou famosos em geral ainda são hors concours, mas a cena teatral brasileira vai muito além
por Estela Cotes - 24 de dezembro de 2009
A cena teatral brasileira tem novamente muito a comemorar no que compete à produção de qualidade. Somente em São Paulo, durante 2009, foram quase 200 peças em cartaz por mês. Sim, pois na cidade existem, além de grandes e tradicionais espaços, teatros com portinha pequenina que fervilharam durante o ano – vide o Teatro Comune, na Consolação.
A enquete feita pelo Colherada de segunda (14) a domingo (20) revela, entretanto, um ponto a ser trabalhado. Chamar o público para encher essas platéias. Entre os seis leitores que deram seu palpite, destacam-se os espetáculos de Stand-up que novamente contribuíram para despertar o interesse do público pelo teatro. Os CQCs bombaram: Marco Luque, por exemplo, apresentou “Tamo Junto” pelo Brasil todo e teve temporada esgotada em São Paulo.
Entre tantas produções, destaco as mais marcantes em ordem aleatória, já que cada uma apresentou propostas distintas e contribuiu de seu jeito para o deleite dos “teatrófilos”.
Fernanda Montenegro
Ela sempre impressiona pela magnitude, seja na TV, no teatro ou no cinema. Pode ser clichê relembrá-la entre os “melhores do ano”, mas é impossível ignorar sua volta aos palcos em “Viver Sem Tempos Mortos”. Os sortudos que conseguiram ingressos para a peça, que passou por Rio e São Paulo, viram a atriz interpretando um monólogo baseado em textos de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Somente ela no palco, com figurino “limpo” (calça e camisa branca) bastou.
Revelação
O jovem Leonardo Moreira estreou como diretor e dramaturgo na peça “Cachorro Morto”. Além de trabalhar com temas ligados a algum tipo de deficiência física, ele soube colocar cinco atores interpretando o mesmo personagem sem perder as características centrais. Os cenários e a interação com aparatos eletrônicos também chamaram a atenção.
Bela dupla
Julia Lemmertz e Lígia Cortez interpretaram o texto original do alemão, Friedrich Schiller, em “Maria Stuart”. A trama narra um conflito entre a rainha da Escócia e a Rainha Elizabeth, disputando o trono inglês e o amor do mesmo homem. Apesar de ter três horas de duração, a montagem – seguindo o figurino moderno como Hamlet, de Wagner Moura – superou qualquer cansaço.
Arrepiando o ano todo
Depois de unir Marieta Severo e Andrea Beltrão na peça “As Centenárias”, o diretor Newton Moreno encerrou o ano encenando um conjunto de textos em “Da Possibilidade da Alegria no Mundo”. Quatro autores diferentes -- da Alemanha, Brasil, Irã, Portugal e Uruguai -- mostraram seus pontos de vista sobre o que é (ou como) atingir a felicidade. O pernambucano de 39 anos levou o Nordeste como marca entre os últimos espetáculos, assim como em “Agreste”, que também recebeu elogios da crítica.
Retorno necessário
Nove anos. O ator Paulo José estava a todo este tempo longe dos palcos. O jejum foi quebrado em grande estilo. Ele e a filha Ana Kutner montaram uma peça para contar a vida de Ana Cristina Cesar, uma de suas poetizas prediletas. “Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar” volta em cartaz em janeiro e em breve o Colherada traz os detalhes, depois de ter acompanhado os bastidores das últimas apresentações em dezembro.
A enquete feita pelo Colherada de segunda (14) a domingo (20) revela, entretanto, um ponto a ser trabalhado. Chamar o público para encher essas platéias. Entre os seis leitores que deram seu palpite, destacam-se os espetáculos de Stand-up que novamente contribuíram para despertar o interesse do público pelo teatro. Os CQCs bombaram: Marco Luque, por exemplo, apresentou “Tamo Junto” pelo Brasil todo e teve temporada esgotada em São Paulo.
Entre tantas produções, destaco as mais marcantes em ordem aleatória, já que cada uma apresentou propostas distintas e contribuiu de seu jeito para o deleite dos “teatrófilos”.
Fernanda MontenegroEla sempre impressiona pela magnitude, seja na TV, no teatro ou no cinema. Pode ser clichê relembrá-la entre os “melhores do ano”, mas é impossível ignorar sua volta aos palcos em “Viver Sem Tempos Mortos”. Os sortudos que conseguiram ingressos para a peça, que passou por Rio e São Paulo, viram a atriz interpretando um monólogo baseado em textos de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Somente ela no palco, com figurino “limpo” (calça e camisa branca) bastou.
RevelaçãoO jovem Leonardo Moreira estreou como diretor e dramaturgo na peça “Cachorro Morto”. Além de trabalhar com temas ligados a algum tipo de deficiência física, ele soube colocar cinco atores interpretando o mesmo personagem sem perder as características centrais. Os cenários e a interação com aparatos eletrônicos também chamaram a atenção.
Bela dupla Julia Lemmertz e Lígia Cortez interpretaram o texto original do alemão, Friedrich Schiller, em “Maria Stuart”. A trama narra um conflito entre a rainha da Escócia e a Rainha Elizabeth, disputando o trono inglês e o amor do mesmo homem. Apesar de ter três horas de duração, a montagem – seguindo o figurino moderno como Hamlet, de Wagner Moura – superou qualquer cansaço.
Arrepiando o ano todo
Depois de unir Marieta Severo e Andrea Beltrão na peça “As Centenárias”, o diretor Newton Moreno encerrou o ano encenando um conjunto de textos em “Da Possibilidade da Alegria no Mundo”. Quatro autores diferentes -- da Alemanha, Brasil, Irã, Portugal e Uruguai -- mostraram seus pontos de vista sobre o que é (ou como) atingir a felicidade. O pernambucano de 39 anos levou o Nordeste como marca entre os últimos espetáculos, assim como em “Agreste”, que também recebeu elogios da crítica.
Retorno necessário
Nove anos. O ator Paulo José estava a todo este tempo longe dos palcos. O jejum foi quebrado em grande estilo. Ele e a filha Ana Kutner montaram uma peça para contar a vida de Ana Cristina Cesar, uma de suas poetizas prediletas. “Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar” volta em cartaz em janeiro e em breve o Colherada traz os detalhes, depois de ter acompanhado os bastidores das últimas apresentações em dezembro.
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Últimos comentários
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Débora - 24/12/2009 às 15:24:39
Fernanda é inesquecível
Felizmente, fui uma das sortudas a conseguir comprar o ingresso para "Viver sem tempo mortos" e não tenho dúvida alguma em dizer que foi a melhor peça que já vi na vida. Sem cenários nem figurinos muito elaborados, o texto primoroso e a diva Fernanda Montenegro bastaram para tornar este momento inesquecível! Agora gostaria de ver o Paulo José nos palcos, um deus do teatro brasileiro!
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