modernismo
Oswald de Andrade, pai do movimento antropofágico, completa 120 anos de nascimento
por Martha Lopes - 12 de janeiro de 2010
Em tempos pós-contemporâneos, a força do movimento que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922 no Brasil pode soar modesta. No entanto, ainda que a arte modernista já não pareça tão revolucionária, as manifestações que a envolveram seguem consagradas como um marco que tornou possível a busca pela identidade e criação tipicamente brasileiras.Essa segunda-feira (11) delimita os 120 anos de nascimento do escritor Oswald de Andrade, principal precursor do movimento antropofágico -- uma das maiores heranças do modernismo. Com a ação, o autor provou ser possível selecionar as influências culturais estrangeiras e combiná-las ao imaginário brasileiro -- o artista nacional deveria "devorar" a arte que lhe interessasse, "cuspindo" um novo produto, com identidade legítima.
Essas ideias são descritas em dois manifestos: "O Manifesto da Poesia Pau Brasil" e o "Manifesto Antropófago", que podem ser lidos no portal Antropofagia, criado em comemoração aos 120 anos de nascimento do escritor. No site ainda é possível ver artigos, músicas e livros relacionados a Oswald e ao movimento.
Oswald deixou também poesias como "Cântico dos Pânticos para Flauta e Violão" e "O Cavalo Azul", bem como romances -- a exemplo de "Memórias Sentimentais de João Miramar" -- e peças de teatro, tal qual "Rei da Vela". Em suas linhas, é possível notar uma ideologia contundente e nacionalista, que, sem exaltar a identidade nacional de forma cega, prega o resgate das raízes brasileiras e levanta questionamentos fundamentais, imortalizados por sua veia cômica, como "Tupi, or not tupi that is the question".
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