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Móveis Coloniais de Acaju grava DVD no Auditório do Ibirapuera. Leia a entrevista

Banda brasiliense se apresenta nesta sexta (22) e sábado (23) em São Paulo

por Thais Kuzman - 22 de janeiro de 2010
Os integrantes do Móveis Coloniais de AcajuQuem ouve calma e o sotaque cadenciado de Brasília presentes na voz de Andre Gonzáles demora a associar o rapaz tranquilo à banda Móveis Coloniais de Acaju, que faz uma mistura poderosa e dançante de rock, ska e diversos outros ritmos e influências para conseguir um som único.

Bom de papo e animado quando o assunto é música, ele faz questão de dizer que é apenas uma peça do coletivo que conquistou milhares de fãs pela internet e ficou conhecido pelas apresentações contagiantes e cheias de interação. O grupo – formado também por BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita cromática e teclados), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (baixo), Gabriel Coaracy (bateria), Paulo Rogério (sax tenor) e  Xande Bursztyn (trombone) – se apresenta no Auditório do Ibirapuera nesta sexta (22) e sábado (23), no festival Alto Verão. O resultado dos dois dias será transformado em um DVD, o primeiro da carreira da banda nascida em 1998, que trará músicas dos dois discos já lançados "Idem" (2005) e "C_mpl_te" (2009). 

Antes dos shows, André conversou com o Colherada e falou sobre a expectativa para as apresentações, a relação com o público e os novos projetos da banda. 


Colherada: Quando se fala em Móveis Coloniais de Acaju, sempre fica aquela dificuldade em rotular o som de vocês. Como o estilo foi criado?
André Gonzáles:
O Móveis é reflexo de Brasília, que mistura qualidades de cidade pequena com cosmopolita. Quando a banda começou, a gente tocava na cena de ska que rola na cidade e foi recebendo vários integrantes com opiniões e referências diferentes. Um cara pode pensar em fazer uma música com uma levada bem Café Tacvba (grupo de rock alternativo mexicano), mas a coisa acaba misturada de uma tal maneira que fica com uma cara bem própria. O resultado sempre é de muitos.

André Gonzáles em "ação"C.: Como é um show do Móveis? O que os fãs de primeira viagem podem esperar?
A.G:
É basicamente, em sua essência, interação, alegria e uma busca pelo inesperado. Nós gostamos de fazer o show com o público – a gente até abusa um pouco desse recurso (risos). Espero que as pessoas encontrem no palco algo que faça diferença e as deixe mais felizes. Além disso, gostamos muito de improvisar, sentir o momento, como a nossa característica de às vezes tocar no chão, no meio do público. Isso nasceu de um show em que eram esperadas umas 4000 e só apareceram umas 40 pessoas (risos). 

C: As apresentações no auditório irão se tranformar em um DVD. Como surgiu a ideia para essa gravação? Prepararam algo diferente?
A.G:
A gente recebeu um convite do canal Brasil para fazer essa gravação, que vai virar um especial e, depois, em um DVD. Para fazer esse trabalho, a gente está ensaiando e, como é nosso primeiro registro em DVD, vamos focar na história da banda. Mas a gente quer que seja mais um show do Móveis, porque nosso objetivo é exatamente esse: mostrar como somos ao vivo. O que pode soar um pouco diferente do que os fãs estão acostumados é o set, que vai ser bem dividido entre o primeiro disco, “Idem", e o mais novo, “C_mpl_te”.

C:Agora que vão fazer um registro dos trabalhos anteriores, já planejam lançar um disco de inéditas?
A.G.:
A intenção é não parar de compor, de fazer coisas novas, até porque não somos o tipo de banda que pode se dar ao luxo de parar para entrar em estúdio e gravar um disco. Acho que o próximo trabalho vai nascer como “C_mpl_te”, que demorou um ano para ficar pronto, porque fomos trabalhando nele enquanto fazíamos shows. Já pensamos em algumas temáticas, em algumas músicas, mas nada muito preso... Não queremos parar de experimentar, de produzir coisas novas. Acho que lá pelo fim deste ano, início do próximo, vamos começar a trabalhar mais nisso.

C: Vocês são muito conhecidos no meio virtual, usam twitter, blog e disponibilizaram o último disco para dowload gratuito. Como isso reflete na relação com os fãs, fica aquela coisa meio fria, com cara de amigo de chat ou aproxima mais?
A.G.:
A internet com certeza ajuda na nossa relação com os fãs, que não fica só no virtual. Nós temos um contato muito direto nos shows, ficamos bem próximo do público. E eu sou o cara menos “internético” da banda – esqueço de escrever no blog, tenho twitter mas demoro para atualizar –, sou meio desleixado nesse ponto, mas os outros integrantes são bem ativos. Acho que a internet ainda é uma das melhores formas de divulgação, faz com que você atenda uma demanda direta e que toque para pessoas as quais não esperava atingir.

Serviço
AUDITÓRIO IBIRAPUERA
Capacidade: 800 lugares
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2 do Parque do Ibirapuera.
Informações: 3629-1014 - 3629-1075
Dias 22 e 23 de janeiro, às 21h
Preço: R$30
Últimos comentários
  • Katrine Abatti - 03/02/2010 às 13:25:03

    Muito bom

    Adorei a entrevista e quero conferir esse DVD,Móveis é muito bom e foi um dos melhores álbuns que baixei ano passado!

  • Valéria Silva - 05/06/2010 às 00:08:24

    MCA

    Esse som é bom demais!

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