polêmica em capítulos
"Big Love - Amor Imenso" estreia quarta temporada neste domingo
por Thais Kuzman - 24 de janeiro de 2010
Três mulheres, nove filhos e muita polêmica depois, o polígamo Bill Henrickson (Bill Paxton) volta à programação da HBO com a estreia da quarta temporada de “Big Love – Amor Imenso”, que será exibida na noite deste domingo (24), às 22h. O novo ano da série irá adicionar mais um elemento ao já vibrante drama: a política. Bill deixa a religião em segundo plano para agarrar a chance de disputar um cargo de senador.A vaga no senado será uma oportunidade para o polígamo descriminalizar seu estilo de vida – em Utah, onde se estabeleceu com sua família, ser casado com duas ou mais mulheres é uma contravenção. “O objetivo, se for eleito, é tornar pública sua poligamia”, disse Marc V. Olsen, produtor executivo do seriado, em entrevista recente ao blog do jornalista Michael Ausiello.
Enquanto a numerosa linhagem dos Henrickson não pode ser revelada, as esposas continuam as manobras para enganar vizinhos e não levantar suspeitas sobre a forma nada convencional de vida que levam. Se os conflitos com a sociedade são ótimos, os problemas no interior da família são ainda mais interessantes. Há o óbvio ciúme entre as mulheres, Barb (Jeanne Tripplehorn), Nicolette (Chloë Sevigny) e Margene (Ginnifer Goodwin), os problemas de casal elevados ao cubo e a criação dos filhos.
VALE UMA ESPIADINHA
Se você nunca assistiu a nenhum capítulo de “Amor Imenso” e ainda está achando tudo muito estranho, está na hora de alugar as primeiras temporadas em DVD e compreender os motivos do seriado ser um dos melhores programas dos últimos anos. Só a ideia de fazer um show sobre um mórmon nascido em uma comunidade fundamentalista que acredita que ter várias mulheres e filhos é uma forma de glorificar a Deus já é bastante intrigante. Unir a isso disputas de poder – tanto no seio de igreja como em família –, amores proibidos e conflitos cotidianos é ainda mais inteligente.Um dos pontos fortes (e que não perde seu interesse com o passar da trama) são as diferentes personalidades das esposas. Enquanto Barb, a mais velha, gostaria de viver o mais perto da normalidade possível, Nicolette defende os preceitos religiosos no qual foi criada, e Margene, a esposa mais jovem, mete os pés pelas mãos com sua impulsividade e chega até a despertar a paixão do filho mais velho de Bill. As três interpretes convencem muito bem nos papéis, mas Chloë Sevigny ficou com o Globo de Ouro de melhor atriz dramática na última edição da premiação.
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