entrevista
A voz suave e a atitude da cantora Roberta Campos
Em entrevista, ela fala sobre o novo trabalho e seus interesses culturais
por Caru Ares - 24 de fevereiro de 2010
Compositora, cantora e instrumentista, Roberta Campos precisou ser muito mais do que isso para produzir seu primeiro álbum, “Para Aquelas Perguntas Tortas”, lançado em 2008. Ela produziu, compôs, divulgou e gravou tudo no seu apartamento em São Paulo. O esforço deu resultado: seu disco de estreia recebeu ótimas criticas da imprensa especializada e elogios de pessoas como Marcelo Camelo e Leoni. A música “Varrendo a Lua” tocou em algumas rádios e, no começo de 2009, a mineira assinou com a gravadora DeckDisc. O selo é responsável por lançar nomes como Cachorro Grande, Pitty e Gram.Em entrevista ao Colherada, Roberta falou sobre seu novo disco - com previsão de lançamento no mês de março -, sua ligação com a música e seus interesses culturais.
Colherada Cultural: Seu primeiro trabalho foi totalmente independente. O respaldo da gravadora influenciará no novo álbum?
Roberta Campos: Quando fiz meu disco sozinha, tive que tomar todas as decisões e fazer tudo, desde arranjos, repertorio, capa, etc. Neste novo trabalho tive a oportunidade de compartilhar todas estas experiências. É incrível você ver nascer, com a soma de todos os talentos envolvidos, cada “pedacinho” deste disco.
C.C: Quais as principais mudanças deste novo trabalho?
R.C: Algumas mudanças, mas o incrível é que continua muito puro e simples. O que somou demais é que terá banda, baixo, bateria, guitarra, teclado e cordas, além dos violões que eu gravei! Apesar disso, foi mantida a minha identidade.
C.C.: A produção do álbum ficou por conta de Rafael Ramos. Como foi essa parceria?
R.C.: Incrível! Nos demos muito bem, ele é uma graça de pessoa, tem uma energia ótima e de é um sentimento tão grande que o resultado do disco não poderia ser diferente. Quando você admira o trabalho de alguém e passa admirar a pessoa, tudo flui muito mais.
C.C.: O que você já pode adiantar deste novo trabalho? Quais as expectativas?
R.C.: Ele será composto de algumas canções do “Para Aquelas Perguntas Tortas”, algumas inéditas e a regravação de “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, dos mineiros Lô e Marcio Borges. Além disso, trabalhei com músicos que admiro como Christiaan Oyens, Dunga, Lourenço Monteiro, Humberto Bastos, Sacha Ambak, Dadi Carvalho e outras pessoas lindas. As expectativas são as melhores possíveis, acredito que as pessoas, principalmente as que já curtem meu som, irão gostar muito do resultado.
C.C.: Seu trabalho ficou mais conhecido através do MySpace. Você acredita que esse é o caminho para artistas independentes?R.C.: Acredito sim. A internet é uma grande aliada, principalmente quando você não tem outro meio pra levar a sua música para as pessoas. Também requer muita dedicação, porque nem sempre te descobrem por acaso.
C.C.: Você compõe a maioria de sua letras. Como é esse processo?
R.C.: Eu normalmente componho tudo de uma vez, letra e melodia. É muito raro escrever pra alguém musicar, ou fazer a melodia pra alguém colocar a letra. Sempre que começo a fazer um ou o outro já tenho idéias e acabo fazendo a canção inteira. Quando faço em parceria, normalmente me mandam a letra e eu coloco a melodia, mas também já aconteceu de colocar letra em uma melodia.
C.C: Antes você trabalhava na contabilidade da loja de materiais de construção da sua tia. Quando veio a decisão de se dedicar exclusivamente à música?
R.C.: Sempre ouvi muita música, sempre adorei cantar, vivia perdida nos vinis e fitas que meus tios tinham, era minha brincadeira preferida. Aos 11 anos ganhei um violão e um vizinho me deu umas dicas de uns acordes, depois fui aprendendo sozinha. Em 1999, tinha uma banda em Sete Lagoas, em Minas. Tive um surto de coragem e decidi que queria ser feliz por inteiro, não me bastava a segurança do meu salário no fim do mês. Preferia passar por todas as dificuldades que todo músico passa ou já passou do que não ser feliz por completo.
C.C.: Quais são seus interesses culturais? O que está ouvindo e lendo no momento?
R.C.: Na música, Beatles, sempre. Ouço todo o pessoal ali do Clube da Esquina: Lô Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes. Tem também Kt Tunstall, Damien Rice, Coldplay, Los Hermanos, Marcelo Camelo, Nando Reis, Radiohead, Chico Buarque, Caetano Veloso, Marisa Monte... sempre escuto muita coisa e adoro descobrir novidades. Estou lendo “Renato Russo - o filho da revolução”, de Carlos Marcelo. Estou meio que viciada em biografias. No cinema, adoro os filmes do Quentin Tarantino, Tim Burton, Mike Nichols, Clint Eastwood, de quem gosto muito como ator e agora como diretor.
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Últimos comentários
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carolina - 28/02/2010 às 21:05:11
essa cantora 'e demais!
Adoro Roberta Campos!! Vai ser sucesso total o novo disco!!!
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Lorena Bianca - 01/03/2010 às 08:56:43
Roberta Campos
Descobri ela por um acaso, rodando por entre o myspace atras de algo que me fizesse parar e ouvir TODOS OS DIAS, e qual foi o resultado de minha busca? Encontrei! rsrs A entrevista foi muito legal e estou aguardando o novo disco! Bjao
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